Você já imaginou aprender a negociar, mediar conflitos e tomar decisões estratégicas antes mesmo de chegar à universidade? É justamente essa experiência que o Program for School Mediation and Leadership propõe.
Criado pelo Núcleo de Práticas Adequadas de Solução de Conflitos (NUPASC), o programa leva estudantes do Ensino Médio a uma experiência educacional que combina teoria, prática e simulação a partir de modelos internacionais de resolução de disputas empresariais.
A proposta vai além de ensinar técnicas de mediação, né? A ideia é preparar os jovens para situações complexas, nas quais saber ouvir, argumentar, negociar e tomar decisões pode fazer toda a diferença.
Na prática, os estudantes são colocados diante de situações que simulam desafios do ambiente profissional. Eles precisam analisar cenários, construir estratégias, defender argumentos, negociar e buscar soluções para conflitos. A metodologia combina aulas dialogadas, estudos de caso, dinâmicas em grupo e simulações progressivas, com foco em um aprendizado ativo e aplicado.
O programa tem como objetivo capacitar estudantes do Ensino Médio em técnicas de resolução de conflitos, comunicação e negociação, por meio de uma formação teórica e prática que culmina em uma simulação competitiva de mediação empresarial.
A primeira edição contou com estudantes do Centro Educacional Leonardo da Vinci e do Colégio Marista de Vila Velha. O caminho formativo teve início entre maio e junho de 2026, com encontros presenciais realizados nas escolas parceiras pelos integrantes do NUPASC, sob orientação da professora Karime Siviero.
Durante essa etapa, os estudantes tiveram acesso a material técnico próprio, atividades práticas, mentorias individualizadas, preparação estratégica e simulações. Em julho e agosto, cada escola participou de três mentorias on-line individualizadas, com atividades voltadas à elaboração do Plano de Mediação, preparação dos discursos de abertura e realização de simulações completas de mediação.
E todo esse processo precisava chegar a um grande desafio, certo? Foi assim que, no dia 15 de agosto, o Campus Boa Vista recebeu a primeira edição do Mediation Moot Challenge – Competição de Mediação Escolar.
O evento foi uma oportunidade para os estudantes colocarem em prática tudo o que aprenderam ao longo dos meses de formação. A avaliação considerou critérios como comunicação, estratégia, técnicas de mediação, argumentação, negociação e comportamento profissional.
A banca avaliadora contou com advogados, mediadores e profissionais experientes em métodos adequados de solução de conflitos, além de integrantes do NUPASC com experiência acadêmica e competitiva.
Ao final da competição, seis estudantes foram reconhecidos em diferentes categorias:
Mas afinal, qual é o impacto de uma experiência como essa para além da competição?
Conflitos fazem parte da vida. Eles aparecem nas escolas, nas famílias, nas empresas, nas universidades e em diferentes espaços de convivência. Por isso, aprender a lidar com situações de divergência desde cedo pode fazer diferença na forma como os jovens se relacionam e tomam decisões.
Quando um estudante aprende a ouvir diferentes pontos de vista, argumentar, negociar interesses e buscar soluções para um problema, esse conhecimento não fica restrito à sala de aula. Ele pode ser levado para as relações pessoais, para a universidade e, mais tarde, para o ambiente profissional.
É justamente nessa conexão entre universidade e sociedade que um projeto de extensão ganha força. Os estudantes do Ensino Médio têm acesso a uma formação que amplia seu repertório e desenvolve competências importantes para o futuro. Ao mesmo tempo, a sociedade recebe jovens mais preparados para o diálogo, para a tomada de decisões e para a resolução adequada de conflitos.
E o NUPASC já tem experiência nessa aproximação com as escolas.
Entre as iniciativas desenvolvidas pelo Núcleo estão ações com estudantes da UMEF Professor Mikeil Chequer, em Vila Velha, em projetos voltados à cultura de paz, prevenção de conflitos, cidadania, bullying, conflitos digitais e utilização do diálogo como instrumento de transformação das relações.
A atuação também alcança profissionais que lidam diariamente com situações complexas dentro das escolas. Em 2026, a professora Karime Siviero conduziu uma formação destinada aos coordenadores de turno da rede pública municipal de Vila Velha, com foco na gestão dos conflitos do cotidiano escolar.
A formação partiu de situações concretas enfrentadas nas escolas e trabalhou estratégias de prevenção, escuta, organização de conflitos, responsabilização, encaminhamento adequado e articulação da rede de proteção.
Esse histórico ajuda a compreender o propósito do Program for School Mediation and Leadership, que é ampliar uma linha de atuação que aposta na formação para o diálogo antes que os conflitos cheguem aos espaços tradicionais de resolução de disputas.
No fim das contas, formar para a mediação também é formar para a vida. E quando jovens aprendem, desde cedo, que conflitos podem ser tratados com diálogo, estratégia e respeito, o impacto ultrapassa os muros da escola, né?
A experiência mostra que desenvolver comunicação, negociação, autonomia e liderança não precisa esperar pela universidade ou pelo primeiro emprego. Pode começar muito antes e fazer parte da formação de cidadãos mais preparados para construir relações e buscar soluções em uma sociedade cada vez mais complexa.