Um intercâmbio costuma mudar um pouco a rotina de quem embarca para outro país. Tem a adaptação, os lugares novos, as pessoas que aparecem pelo caminho e uma maneira diferente de enxergar situações que, até então, pareciam familiares. Para quem está na graduação, essa experiência ainda pode ganhar um capítulo a mais: conhecer a profissão por uma perspectiva diferente.
Foi o que aconteceu com Daniel Carvalho, aluno de Medicina da UVV. Durante 30 dias, ele esteve em Braga, em Portugal, para acompanhar a rotina da Anestesiologia em um hospital. O estágio, no modelo observership, o colocou em contato com diferentes áreas de atuação do anestesiologista e também abriu espaço para conhecer uma nova cultura, conviver com outros intercambistas e pensar um pouco mais sobre os caminhos que pretende seguir.

Durante o estágio, ele acompanhou o centro cirúrgico, a consulta pré-anestésica, a unidade de dor aguda, entre outras áreas. A experiência permitiu observar de perto como funciona um serviço médico em solo português e comparar essa rotina com aquilo que já conhece da realidade brasileira.
“Viver essa experiência foi incrível, porque, além da vivência médica em si, tive a oportunidade de conhecer uma forma diferente de trabalhar. Foi muito interessante poder observar o funcionamento de um serviço em outro país e ver as semelhanças e diferenças em relação ao que vivenciamos no Brasil”, conta.
A temporada fora do país também exigiu equilíbrio entre o estágio e os estudos. Um dos principais obstáculos foi conciliar a rotina no hospital com a preparação para as provas de residência médica que pretende prestar em 2027.
Fora dos compromissos acadêmicos, também houve espaço para conhecer lugares turísticos, socializar e conviver com outros intercambistas. A adaptação à cultura local, por sua vez, trouxe uma experiência que ultrapassou o ambiente profissional.
“Um dos principais desafios foi sair da minha zona de conforto e me adaptar às diferenças culturais. Apesar de desafiador, isso também foi uma das partes mais enriquecedoras da experiência, porque permitiu conhecer uma nova cultura e uma realidade diferente”, afirma.
Qual caminho seguir depois da graduação?
Anestesiologia e Ginecologia e Obstetrícia são as duas áreas que mais despertam o interesse em Daniel Carvalho. Por isso, acompanhar de perto a rotina da primeira delas também acabou contribuindo para uma decisão que ainda está em construção: qual especialidade seguir depois da graduação.
A vivência no hospital permitiu conhecer melhor o dia a dia da Anestesiologia, seus pontos positivos e negativos e, principalmente, entender se a especialidade combina com o perfil profissional que busca construir.
“Acredito que experiências como essa ajudam muito a clarear a escolha e a entender qual área realmente combina comigo.”
No fim, a experiência deixou aprendizados que vão além da prática médica. Entre uma rotina profissional diferente, novas referências culturais e momentos longe de casa, o estudante voltou com uma visão mais ampla sobre a Medicina, e com ainda mais elementos para pensar sobre o próximo passo da carreira.

